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Erotização Infantil - 05/2008 Erotismo na TV

Pesquisa diz que erotismo na TV estimula os jovens a ter relações mais cedo

Revista Veja - Edição 1871 - 15/09/2004

Não é novidade que as cenas de sexo são uma das maneiras mais eficientes de aumentar a audiência de um programa de televisão. O que há tempos se discute é a influência dessas cenas no comportamento de crianças e adolescentes. Uma pesquisa divulgada na semana passada nos Estados Unidos, realizada com meninos e meninas de 12 a 17 anos, sugere que a influência é mesmo enorme, como os pais sempre suspeitaram.

De acordo com o estudo, realizado pela Universidade da Califórnia, jovens que assistem com freqüência a programas com conteúdo erótico são duas vezes mais propensos a precocidade nas relações sexuais do que aqueles que não vêem esse tipo de espetáculo porque os pais não permitem. O estudo analisou os hábitos televisivos e sexuais de 1.792 adolescentes ao longo de um ano. "É um aprendizado por imitação", diz a psicóloga americana Rebecca Collins, uma das responsáveis pelo levantamento. "Se todo mundo está falando de sexo e fazendo sexo sem que nenhuma conseqüência negativa seja mostrada, o jovem pensa: 'Eu preciso fazer sexo também'."

A pesquisadora acredita, com base no levantamento, que os programas com cenas de sexo não apenas provocam a antecipação da primeira relação sexual como também levam os jovens a queimar etapas mais rapidamente, ou seja, passar dos beijos para carinhos mais ousados e destes para o sexo oral. O surpreendente é que programas que apenas falam sobre sexo parecem ter sobre os adolescentes o mesmo efeito que aqueles que exibem cenas eróticas. O estudo sugere ainda que crianças de 12 anos que assistem com freqüência a atrações com conteúdo erótico mostram um despertar sexual similar ao de adolescentes de 14 ou 15 anos que vêem poucos programas desse tipo. Diante dos resultados, os pesquisadores afirmam que o impacto da televisão é enorme e que mesmo uma pequena redução na quantidade de sexo que é mostrada poderia ter um efeito substancial no comportamento dos jovens. Pesquisas sobre comportamento sexual são como conversas de botequim sobre comportamento sexual – é sempre bom dar um desconto no que foi dito ou apurado. Por outro lado, levantamentos como esse, patrocinado por uma séria instituição de pesquisa, são excelentes indicadores de tendências de comportamento. Como era de esperar, os resultados do estudo foram questionados nas estações de televisão. "Não acreditamos que um programa de TV possa alterar o comportamento sexual de uma pessoa", diz Jeff Cusson, porta-voz da HBO, emissora que transmitiu o seriado Sex and the City, um dos incluídos na pesquisa.

Em um ponto, todos concordam: é importante que os pais saibam o que o filho vê na televisão. Proibir o jovem de assistir a determinados programas pode, contudo, não ser a melhor saída. "Para o adolescente, tudo o que é proibido ganha mais sabor", diz a psicóloga paulista Ceres Alves de Araújo. "O mais indicado é ver o programa junto com o filho, mostrar a diferença entre o que é saudável e o que é perversão e convencê-lo a não assistir a certos programas." Como sabe qualquer leitor que tenha filhos nessa faixa etária, não é tarefa fácil.

Nos Estados Unidos...

Os adolescentes vêem TV três horas por dia, em média

64% dos programas de TV têm algum conteúdo sexual

46% dos estudantes do ensino médio já tiveram relações sexuais

1 milhão de adolescentes engravida a cada ano
Folha OnLine - 10/09/2004 (Condensado)

"Esta é a evidência mais forte de que os programas com conteúdo sexual na televisão estimulam os adolescentes a manter relações e outras atividades sexuais", informou Rebecca Collins, a psicóloga que dirigiu a pesquisa.

Segundo os pesquisadores, qualquer programa que tenha um conteúdo sexual, mesmo que seja uma piada, terá um forte impacto no comportamento sexual adolescente.

Vários estudos demonstram que dois terços dos programas de entretenimento dirigidos a crianças e adolescentes contêm piadas pornográficas ou fazem referências ao sexo.


Os adolescentes são menos propensos a ter relações sexuais precoces quando os pais controlam suas atividades, vivem juntos ou são religiosos, destaca. O estudo foi publicado na edição on-line de setembro da revista "Journal Pediatrics".


Fonte da pesquisa: Universidade da Califórnia



O estudo publicado pela revista "Journal Pediatrics" pode ser visto em:
(http://pediatrics.aappublications.org/cgi/content/full/114/3/e280)

Outros artigos sobre o assunto:

http://www.usatoday.com/news/health/2004-09-06-teens-tv-sex-usat_x.htm

http://www.parentstv.org/PTC/publications/lbbcolumns/2004/0909.asp



Fonte do artigo: Portal da Família

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